Uma notícia de US$ 20 bilhões!

Visa

Visa Inc. (usa.visa.com) pode estar perto de adquirir a Visa Europe (www.visaeurope.com) dos bancos europeus. De acordo com a notícia veiculada pela Bloomberg hoje no final do dia. Veja mais em: Visa

Para quem não se lembra, a Visa nasceu como uma associação de bancos em 1969 com o nome de NBI e adotou a marca Visa em 1973. A insatisfação entre os franqueados do sistema BankAmericard e o franqueador, Bank of America, levou Dee Hock a liderar a criação da maior empresa de meios de pagamento do mundo. Recomendo a leitura de seu livro “Nascimento da Era Caórdica” (editora Cultrix 2011).

Em 2008, seguindo os passos da MasterCard, os bancos foram a mercado (IPO) e a Visa se tornou uma empresa de capital aberto, com ações na bolsa de Nova York. Entretanto, os bancos europeus decidiram não vender sua participação e a Visa Europa, continuou sua vida como uma associação entre bancos, mas utilizando a mesma marca totalmente interligada com a Visa Inc.

Ainda sobre Mobile Payment…

Nas palavras de Ajay Banga, Presidente e CEO da MasterCard, sobre Mobile Payment: “Se você adicionar valor, as pessoas irão utilizá-lo. Mas se tudo o que você esta dizendo é – ao invés de pegar o cartão de pagamento no seu bolso, agora você vai utilizar seu celular para pagar uma conta – Eu não sei qual problema você esta solucionando”

Não há nenhuma dúvida de que o mundo físico e o digital estão se convergindo e que o celular, dada as suas características, é o principal instrumento nessa convergência. Entretanto, mudar o hábito do consumidor é uma tarefa difícil. Até mesmo a “memória muscular” entre em cena.  

Ajay Banga ainda comenta: “Embora a tecnologia muda rapidamente, os hábitos de consumo se mover em um ritmo lento, e é preciso muito para criar uma mudança de mentalidade”.

Você deve se lembrar que levamos um bom tempo para nos ajustar ao uso de senhas no ato de fazer um pagamento com cartão, se não fosse a insistência dos bancos, ainda estaríamos assinando a cada compra. Hoje é muito simples fazer um pagamento, basta inserir o cartão no terminal e digitar uma senha. Muitos de nós já nem coleciona os recibos para conferência.

O que o levaria a mudar esse hábito? O celular simplifica esse ato?

Por que, seis meses depois do lançamento nos Estado Unidos, 85% dos consumidores que possuem um iPhone 6 nem sequer experimentaram o Apple Pay?

Veja mais em: HAS THE MOBILE PAYMENTS NOISE CALMED?

Reguladores e Mercados: Todos estão certos, mas o resultado nem sempre é o desejado.

No livro “Do Escambo à Inclusão Financeira – a evolução dos meios de pagamento” dedicamos um capítulo inteiro ao tema “Ambiente Regulatório” e mostramos como cada agente regulador pode chegar a diferentes conclusões e decisões.

Esta semana o Parlamento Europeu decidiu impor um teto à taxa de intercâmbio (Interchange Fee) nas transações de pagamento com cartões de crédito e débito. Veja a notícia em: EU Parliament approves interchange fee caps

Bem, para quem não esta familiarizado com o tema, uma parte da taxa de desconto que o lojista paga às Credenciadoras é repassado para a Instituição Financeira (normalmente Bancos) que emitiu o cartão de pagamento envolvido na transação. Essa tarifa tem o nome de Intercâmbio (Interchange Fee). Por sua vez, o Emissor do cartão repassa parte desses valores ao portador do cartão (o consumidor), como forma de incentivo ao seu uso. Por isso você recebe algumas isenções, milhagem e alguns serviços adicionais.

Desde a década de 60, quando MasterCard e Visa nasceram como associações entre bancos, estes passaram a exercer o papel de “Emissores” e “Credenciadoras” (Acquirers) de forma independentes. Surgiu então a necessidade de repassar parte das receitas obtidas pelas Credenciadoras (Taxa de desconto) para o Emissor do cartão de pagamento. A esta tarifa se deu o nome de Intercâmbio (Interchange Fee).

Há décadas se discute se o Intercâmbio é ou não anti-competitivo, afinal, de forma bem simplista, quanto mais se incentiva o consumidor a utilizar o cartão de pagamento, mais se pode cobrar do lojista pela prestação do serviço. Não dá pra discutir os detalhes neste post  (sugiro a leitura do livro 🙂 ), mas há algo que chama a atenção:

Nos sistemas de pagamentos em que o Emissor e o Credenciador são a mesma Instituição Financeira, como por exemplo, American Express e Dinners (exceto Brasil), não existe a figura do Intercâmbio, entretanto, o princípio econômico é o mesmo: Um lado do mercado paga a conta (o Lojista) enquanto o outro lado é incentivado (o portador do cartão).

A decisão da União Européia, em reduzir e limitar a taxa de Intercâmbio, não se aplica às Bandeiras como American Express, Dinners e outras. O resultado pode gerar uma vantagem competitiva para essas bandeiras em detrimento de MasterCard e Visa. Isto ocorreu na Austrália, na década passada (2003 -2006), quando o banco central daquela país passou a regular o Intercâmbio e, depois de  um resultado desfavorável, voltou atrás.

Não critico ou defendo decisões regulatórias como esta, apenas gosto de chamar a atenção para o seguinte fato: Quando não se compreende a teoria micro econômica deste mercado (também chamada de “Two-Sided Market”) o resultado podem ser muito diferente do esperado. “O tiro pode sair pela culatra”

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Qual é a sua opinião?

Visa Europa lança a “toquenização” no mercado europeu!

Visa Europa deve lançar um serviço de tokenização personalizado para o mercado europeu em meados de abril, em um movimento que abriria o caminho para o lançamento da Apple Pay em todo o continente.

Visa também anunciou planos de criar um serviço de pagamento global de pessoa-a-pessoa (P2P), permitindo transferências de dinheiro rápido entre os titulares de cartão através da utilização de apenas um número de telefone celular ou número de cartão Visa.

Veja mais em: Visa brings tokenization to Europe.

E o lançamento continua…agora em Santo André!

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No dia 3 de março de 2015, à partir das 18:30 horas, estaremos na sede da ACISA – Associação Comercial e Industrial de Santo André, na Av. Quinze de Novembro, 442 – centro, para uma palestra e noite de autógrafo do lançamento do livro ” Do Escambo à Inclusão Financeira – A evolução dos meios de pagamento”.

Uma realização da Linotipo Digital e ACISA, com o apoio da Prefeitura de Santo André.

Simples? talvez não, mas inteligente!

A Visa trabalha com especialistas para analisar a localização do smartphone do titular do cartão de pagamento e então comparada com a localização da loja onde a transação de pagamento esta sendo realizada. Tudo isto em menos de um milésimo de segundo.

Além da melhora do serviço prestado, pode gerar grande economia para todo sistema.

Leia mais em: www.finextra.com/news/fullstory.aspx?newsitemid=26997