Payments 4.0

Leia a entrevista sobre o livro “Payments 4.0 – As forças que estão transformando o mercado brasileiro” em: “O livro sobre o futuro da Cielo, Stone, PagSeguro e Rede“, matéria de Pedro Arbex e Geraldo Samos 

O Luis Filipe Cavalcanti e eu, Edson Santos, trabalhamos nesse livro com muita dedicação e amor. Foram horas de pesquisa, entrevistas, estudos e discussões. Nossa meta sempre foi dividir conhecimento e experiência que tentamos repassar nessa livro. Espero que vocês possam tirar proveito, com insights e ideias que venham a auxiliar na sua jornada, mas também contribuir com seus comentários e críticas. Por favor, fiquem a vontade!

PAYMENTS 4.0

As forças que estão transformando o mercado brasileiro

Autores: Edson Luiz dos Santos e Luis Filipe Cavalcanti.

No decorrer da nossa jornada profissional, o Luis Filipe e eu, reunimos informações, conhecimento, dados e pesquisas. No início de 2020, chegamos à conclusão de que tínhamos em mãos um material precioso que deveria ser revelado ao público em geral, de forma organizada, com uma linha clara de raciocínio. Dessa aposta, surgiu a ideia de escrever um livro sobre um tema central: como deve evoluir o mercado de pagamentos brasileiro nos próximos anos? Quais são os fatores que estão influenciando a mudança no setor? Como podemos nos preparar e nos antecipar aos movimentos de mercado?

Entendemos que uma das formas chegar a conclusões sobre o futuro é olhar o passado – isto é, analisar a forma como a evolução de uma indústria ocorreu e, a partir daí, traçar cenários e realizar previsões. Entretanto, nesse momento, temos fortes indícios de que está ocorrendo algo único na indústria de pagamentos. Olhar o passado e fazer previsões sobre o futuro não será suficiente para colocar a sua empresa entre os vencedores no mercado de pagamentos.

O motivo é que muitos dos aspectos que estão moldando o futuro dos pagamentos são novos: a desmaterialização do plástico, os pagamentos invisíveis, o crescimento das plataformas e ecossistemas, o pagamento instantâneo e o crescimento exponencial, para citar alguns dos assuntos tratados ao longo do livro. Dessa forma, decidimos elencar e analisar profundamente o conjunto de forças que estão transformando o cenário de pagamentos no Brasil e como a combinação dessas forças tem resultado em um mercado inovador e vibrante, com uma velocidade de transformação jamais presenciada.

Para atingir esse objetivo e apoiar o leitor nessa jornada, organizamos esse livro em onze capítulos. Dedicamos o primeiro deles a colocar todos os leitores no mesmo nível de conhecimento sobre o mercado de meios eletrônicos de pagamento. A complexidade da indústria e os diversos tipos de empresas que oferecem produtos e serviços na cadeia de pagamentos é descrita no segundo capítulo. No terceiro capítulo, introduzimos quais são as seis forças que estão transformando completamente o mercado de pagamentos, em um modelo elaborado por nós a partir de anos de análise.

Nos capítulos quatro até oito descrevemos as forças que estão transformando o mercado atualmente e que influenciarão as empresas do setor em um horizonte de tempo de 3 a 5 anos. Essas forças são a concorrência atual, os novos entrantes, a evolução do varejo, os reguladores do mercado e o avanço das novas tecnologias. No capítulo nove demonstramos que essas forças, embora sejam independentes, têm o potencial de juntas trazer uma disrupção para o mercado de pagamentos, um processo que foi acelerado pela crise causada pela pandemia de COVID-19.

Reservamos o capítulo dez para tratar de uma força em particular, o poder do consumidor, que ganha especial relevância ao analisarmos as gerações que predominarão nas próximas décadas: a geração Y, também chamada de “millennials”, e a geração Z. Elas já são mais da metade da população mundial e, em dez anos, serão 70% do mercado consumidor. Como elas foram influenciadas pelo contexto histórico? Como agem em relação ao trabalho e à vida? Qual a sua relação com as marcas?

É comum que as empresas do mercado de pagamentos foquem seus estudos no lojista, mas é preciso destacar que a influência das forças descritas neste livro tem levado à criação de novas soluções B2B2C e B2C, principalmente pela ascensão do telefone móvel como uma ferramenta única de interação com os consumidores. Além disso, o ritmo das transformações do varejo se dá, principalmente, pela influência de um consumidor soberano e cada vez mais exigente.

Por fim, trazemos no capítulo onze uma visão sobre como o comércio e os meios de pagamento devem se apresentar em dez anos. Discutimos como a transformação digital e a disseminação dos smartphones têm potencializado o desenvolvimento de plataformas e a criação de ecossistemas. Descrevemos a convergência de bancos, varejo, pagamentos e tecnologia na busca de novas fontes de receita. Falamos da desconstrução do plástico, de experiências de pagamento mais fluídas e dos pagamentos invisíveis. Abordamos como os serviços de assinatura e pagamentos recorrentes estão ampliando a participação no mercado, trazendo conveniência e previsibilidade. Por fim, discutimos a dinâmica dos pagamentos instantâneos, as oportunidades e os impactos para a indústria de pagamentos.

Esperamos que este livro seja uma pequena contribuição para a indústria de pagamentos. Desejamos que o leitor se divirta na jornada de leitura, tanto quanto nós no divertimos com os inúmeros debates que surgiram nas pesquisas e na elaboração dos textos. Não é simples escrever sobre um tema tão atual, ainda mais sob a influência da pandemia de COVID-19, que acelerou alguns dos movimentos já em curso na indústria. Finalmente, esperamos que a análise das seis forças descritas no livro contribua e passe a fazer parte da dinâmica de novos negócios e soluções que vivenciaremos na indústria de pagamentos daqui em diante.

Inscreva-se no webinar de lançamento aqui: https://lnkd.in/dP6GXq3.
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QUER INOVAR NOS NEGÓCIOS? ANTES, IMITE E ASSIMILE AS IDEIAS DE SUCESSO

Texto do amigo Daniel Chalfon, publicado em 12/07/09 em Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Criar uma abordagem realmente nova, seja na música, seja nos negócios, é algo para poucos

O primeiro professor de música do então jovem Quincy Jones foi o genial trompetista Clark Terry. Homem de frases fortes, foi ele quem cunhou a sequência de aprendizado do jazz: imitar, assimilar, inovar. O mundo do empreendedorismo não é muito diferente do jazz: também é preciso imitar primeiro, para depois assimilar, e aí finalmente aprender a improvisar.

Imitando é como todos nós começamos. Nascemos sem saber coisa alguma, e portanto imitar é o primeiro passo do desenvolvimento em qualquer assunto. Na música, aprendemos com os outros instrumentistas, copiamos linha a linha os solos de nossos ídolos, e com isso começamos a absorver suas características.

Nos negócios, o Brasil assistiu muitas vezes ao surgimento de empresas diretamente inspiradas em produtos e serviços de fora. É a história clássica do empreendedor brasileiro que viu uma oportunidade no exterior e resolveu trazer para cá. Basta lembrar das antigas marcas de pasta de dente brasileiras, que cresceram no país pelas mãos de empreendedores ousados em sua época, antes de os fabricantes internacionais perceberem que as pessoas também tinham dentes por aqui, e que, portanto, havia um gigantesco mercado consumidor.

Assimilar é o passo seguinte. Na música, isso significa que você compreendeu as nuances de um estilo e pode começar a incorporar aquilo tudo à sua própria concepção artística. Não é um passo fácil e requer milhares de horas de prática. Quando realmente assimilamos algo, aquilo passa a fazer parte do que somos para sempre.

Empreendedores que assimilam modelos de negócio constroem em cima de uma base sólida e comprovada internacionalmente, mas têm a capacid diferenciais locais, aproveitando espaços de mercado e construindo empresas que podem atravessar gerações.

A inovação é o ápice da jornada. Criar uma abordagem realmente nova, seja na música, seja nos negócios, é algo para poucos. Assim como nenhum artista acorda um dia de manhã certo de que aquele é o dia em que ele vai compor sua obra-prima, nenhuma empresa inova por decisão da diretoria. As chances de inovar são maiores para quem já assimilou um modelo e agora trabalha intensamente para chegar lá. Nessa missão, precisará de 70% de transpiração e 30% de inspiração.

Ao longo da última década, o Brasil viu uma sequência impressionante de empreendedores assimilando modelos internacionais e traduzindo-os de maneira bem-sucedida no país. Só que esses empreendedores não se conformam com o sucesso já alcançado. Eles reinvestem no país com mais preparo, conhecimento e recursos. Fundadores, cofundadores e o primeiro time de empresas como Minha Vida, Movile, 99, Printi, GetNet, iCarros, Dr. Consulta e muitas outras, que já terminaram seu primeiro ciclo, agora formam uma leva de talentos em nível global, buscando sua segunda ou terceira jornada como empreendedores. Imitamos, assimilamos e agora vamos inovar. Bem-vindo a um Brasil que só pode dar certo.

Mobile Banking vs. Agencia Bancária

post_varejo (1)O canal preferido pelos brasileiros para realizar transações bancárias em 2016 foi o computador pessoal, responsável por 33% das operações. Mas as 16,7 bilhões de transações feitas em 2016 por equipamentos móveis, como celulares, mostram que esse canal tem ganhado cada vez mais a preferência dos brasileiros e já respondem por 28% das operações. Em 2015, essa participação era de 19%.

“Até o internet banking, que há algum tempo crescia 20% ao ano, tem perdido espaço. Em 2016, cresceu apenas 3%, enquanto a taxa de uso de celulares vem crescendo de 40% a 50% ao ano”, comenta Flávio Tulio Vilela, chefe do Deban. Segundo ele, a justificativa está na facilidade, na comodidade e na praticidade oferecidas pelos aplicativos desenvolvidos para dispositivos móveis.

Os números fazem parte das Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões no Brasil referentes a 2016, publicadas na segunda-feira (10) pelo BC.
De acordo com o levantamento, agências e postos de atendimento continuam perdendo espaço. Em 2016, foram realizados 8,1 bilhões de transações bancárias nesses locais, 8% a menos que em 2015.

O futuro é agora

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Quantas vezes ouvimos que os pagamentos se tornaram móveis, simples e seguros? lembra do post “Tecnologia e comportamento”?

Ja dissemos que o ato de pagar se tornará invisível, ou seja, se dará “atraz do palco” (back stage). Um exemplo esta no post “Imagine pagar sem mesmo levantar o dedo”

Isso tudo já é realidade em alguns mercados e deve seguir sua evoloção natural, sendo adotodo, cada vez mais, por consumidores e varejistas.

Entretanto, a Amazon foi muito além. Ao decidir abrir lojas físicas, investiu e desenvolveu tecnologia para produzir uma experiência fantástica. Veja o video “Amazon Go”, é auto explicativo.

A tecnologia avança de forma surpreendente. Mudamos produtos e processos com rapidez exponencial, gerando novas formas de atender nossos clientes. Algumas dessas inovações são parte da evolução natural, mas outras são disruptivas. Qual será a proxima novidade? Virá de um concorrente conhecido ou de outra frente nunca antes pensada?

As FinTech estão aí para tomar bons lugares e mostrar como se faz. O futuro é agora!

 

Tecnologia e comportamento

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Nosso comportamento é influenciado pela tecnologia? ou somos nós quem dita a evolução tecnológica? Na verdade, isso não me parece importante, mas pode ser divertido observar certos comportamentos e seus contrastes entre gerações.

Vejamos alguns exemplos de como podemos pagar por produtos e serviços utilizando um smartphone. As peças a seguir fazem parte de uma campanha publicitária de um banco Australiano sobre o uso de NFC (Near Field Communication).

O primeiro video mostra um executivo falando ao celular ao mesmo tempo em que paga a conta em uma grocery store.

O segundo video é ainda mais engraçado e poderia se chamar bumbum-pay.

Já o terceiro….bem , veja  o que pode acontecer com um casal de Millennials.

Se você acha que está demorando pra a tecnologia chegar por aqui, deixe o seu comentário.

 

 

Os hábitos financeiros dos Millennials – Geração Y

millennials-01A geração Y ou Millennials – os nascidos entre 1981 e 2005 – é a maior da história, ainda maior do que uma das gerações mais importantes do nosso tempo, os Baby Boomers. É também a primeira geração totalmente digital, vivendo quase inteiramente em seus smartphones.

A First Data publicou o resultado de uma pesquisa com Millennials norte-americanos, sob o título “There’s no slowing down millennials” . Traduzo aqui alguns dados e conclusões e estou convencido que os nossos Millennials são muito parecidos aos norte-americanos.

Não seria inteiramente correto dizer que a geração do milênio vive suas vidas online. O que eles realmente fazem é viver suas vidas em seus celulares: 86% com idades entre 25 e 34 são usuários de smartphones; 41% preferem se comunicar no trabalho eletronicamente em vez de “face a face”

Millennials reconhecem que há questões de segurança que surgem quando você vive no seu telefone. De acordo com um relatório Deloitte Center for Financial Services, 54% dos consumidores com menos de 35 anos de idade estão preocupados com a segurança de dispositivos móveis para fins bancários.

Muitos millennials jamais pensariam em entrar em uma agência bancária para cuidar de suas necessidades financeiras, ou mesmo preencher um cheque. 63% dos adultos da geração Y não têm sequer um cartão de crédito. Em comparação, apenas 35% dos consumidores com mais de 30 anos não têm cartões de crédito.

Então, como a geração Y está utilizando bancos?

Não é nenhuma surpresa que 94% dos consumidores com menos de 35 anos de idade são usuários ativos do banco on-line. Outros 27% considerariam utilizar um banco inteiramente digital, sem agências. Então, muitas coisas que são consideradas parte de um relacionamento bancário tradicional, a geração Y está fazendo agora em seus smartphones:

  • 38% usam aplicativos e ferramentas para fazer pagamentos de contas;
  • 43% verificam contas e históricos de transações;
  • 24% configuram pagamentos recorrentes automatizados;
  • 71% preferem ir ao dentista a ouvir o que os bancos dizem;
  • 33% acreditam que não vão precisar de um banco em cinco anos;
  • 71% consideram a relação bancária transacional, em vez de orientada para o relacionamento;
  • 33% estão abertos a mudar de banco nos próximos 90 dias.

Millennials estão usando cada vez mais métodos de pagamento on-line em vez de dinheiro e cheques: 47% dos consumidores já transferiram dinheiro eletronicamente para alguém e, 43% apontam o banco on-line como o primeiro ou segundo aspecto mais valioso da sua experiência bancário do dia-a-dia.

As atividades principais são verificação de saldos, pagamento de contas e transferência de dinheiro. 48% estão interessados em análise de gastos voltada para o futuro e em tempo real; 41% utilizam aplicativos de gerenciamento de dinheiro.

Está na hora de entender os Millennials, não apenas em termos de tecnologia, mas também para oferecer novas maneiras de atender às suas crescentes necessidades bancárias.

Smartphones são as novas carteiras. Millennials colocam neles seus bilhetes de cinema, cartões de embarque e cartões de recompensa, bem como os seus instrumentos financeiros, incluindo cartões de débito, cartões de crédito e sistemas de pagamento.

A aceitação crescente de P2P é uma oportunidade para as instituições financeiras diferenciar-se com novos serviços inovadores que complementam pagamento de contas e transferência de dinheiro dos serviços online existentes – serviços que somente os bancos podem fornecer.